Via navegável, características da via

Canal de Navegação

Largura

O canal de navegação, balizado onde necessário com bóias, verdes na margem esquerda e vermelhas na margem direita, apresenta a seguinte largura mínima:

  • Em leito rochoso: 40m
  • Em leito aluvionar: 60m

Profundidade

O canal de Navegação permite, presentemente, as seguintes profundidades mínimas:

  • 4,20m do mar até ao Pinhão e do Pocinho até Barca d'Alva
  • 2,50m do Pinhão até à barragem do Pocinho (no entanto existem troços onde o valor é superior)

Desnível

O desnível de 125 m que o rio apresenta entre o mar e a Barca d'Alva é vencido por 5 eclusas que têm todas a mesma largura (12,10 m), um comprimento ao longo do eixo longitudinal que se situa entre os 86,00 e os 92,00 m. Considera-se que um navio de 83,00 m pode utilizar todas as eclusas do Douro e que será possível a circulação de navios mais compridos em algumas delas. No entanto a passagem desses navios depende da autorização prévia do IPTM - Delegação do Norte e Douro.
Com um litro de combustível ou o seu equivalente em electricidade transporta-se a 1 km:

  • De barco: 100 toneladas
  • Em comboio: 67 toneladas
  • Em camião: 20 toneladas

Vantagens da Navegação Fluvial

Um navio Fluvio-Marítimo pode transportar o equivalente a:

  • 100 camiões de 25 toneladas.
  • 11 composições de 11 vagões de 20 toneladas.

O custo de transporte de Sardoura para um porto do Norte da Europa por via FLUVIO-MARÍTIMA é cerca de 1/5 do efectuado por via rodoviária.
A via navegável contribui para a protecção da natureza.
Menor consumo de combustível por tonelada transportada.
Menos ruidosa.
Redução de tráfego rodoviário.


Caudais típicos do Douro
Médio Máximo Turbinável Excedido em Médio 10 dias/ano Cheia de Janeiro de 1962
Pocinho 442 948 1 700 10 700
Valeira 480 1 140 2 400 12 700
Régua 549 1 000 2 800 15 700
Carrapatelo 583 950 2 900 16 000
Crestuma-Lever 714 800 3 200 17 000
Troço Fluvio-Marítimo 714 1 320 3 200 17 000

Eclusas
  Profundidade mínima garantida Profundidade na soleira da porta de montante Cota de exploração da albufeira Tempo aproximado de enchimento (min.) Desnível máximo a vencer (m)
Anteporto de jusante (m) Caldeira (m) min. (m) max. (m) min. (m) máx. (m)
Crestuma-Lever 4,2 (a) 4,2 (a) 4,2 5,7 11,5 13,0 8,5 13,9
Carrapatelo 4,3 4,3 4,2 5,7 45,0 46,5 12,5 35,0
Régua 4,2 3,7 4,2 5,7 72,0 73,5 11,0 28,5
Valeira 4,2 3,7 4,2 5,7 103,5 105,0 11,0 33,0
Pocinho 4,2 4,2 4,2 6,2 123,5 125,5 11,0 22,0

Altura livre acima do plano de água
Obra Cota banzo inferior da obra Cota máxima navegável Altura mínima livre
Período de cheias Período de estiagem Período de cheias Período de estiagem
Ponte de D. Luiz I 11,8 (a) (Preia mar) 2,0
(Baixa mar) 0,0
- (Preia mar) 9,8
(Baixa mar) 11,5
Passag. S/ porta jusante eclusa Crestuma 13,0 6 2,8 (b) 7 10,2
Viaduto sobre a eclusa de Crestuma 21,5 13,0 13,0 8,5 8,5
Ponte metálica de Entre-os-Rios 31,5 15 13,0 16,5 18,5
Muro máscara da eclusa de Carrapatelo 28,9 21,65 14,5 7,4 15,4
Viaduto sobre eclusa do Carrapatelo 54 46,5 46,5 7,5 7,5
Ponte de Mosteirô 53,7 (c) 46,5 46,5 7,2 (c) 7,2 (c)
Muro máscara eclusa da Régua 59,6 52,5 49,6 7,1 10
Viaduto sobre eclusa da Régua 81,0 73,5 73,5 7,5 7,5
Ponte estrada do Pinhão 81,3 74,0 73,5 7,4 7,8
Muro máscara da eclusa da Valeira 90,5 83,4 78,2 7,1 12,3
Viaduto eclusa da Valeira 112,5 105 105 7,5 7,5
Ponte de Ferradosa 112,2 105,6 105 6,6 7,2
Muro máscara eclusa do Pocinho 116 109,0 105,9 7,0 10,1
Viaduto sobre eclusa do Pocinho 136,5 125,5 125,5 11,0 11,0
Ponte de Barca d'Alva 137,6 126,6 125,8 11,0 11,8

(a) Zona sujeita a marés. A cheia de 1962 atingiu na ponta de cheia a cota 8,5, nível muito superior ao máximo navegável.

(b) Zona sujeita a marés - valor na preia mar.

(c) Valor válido para um canal com 30 metros de largura com o eixo sob o fecho do arco. A altura livre mesmo no fecho é de 7,6m.